O escurecimento abaixo dos olhos é frequentemente chamado de olheira, mas nem sempre apresenta a mesma origem. A tonalidade arroxeada, a pigmentação amarronzada, a presença de sulcos e até as sombras formadas pela anatomia da face podem produzir uma aparência semelhante, embora exijam cuidados diferentes.

Além da predisposição genética, fatores como qualidade do sono, exposição solar, estresse, tabagismo, alergias e envelhecimento também podem influenciar o aspecto da região. Por isso, compreender os diferentes tipos de olheiras é fundamental antes de escolher um dermocosmético ou iniciar qualquer tratamento.

Quais são os tipos de olheiras?

De acordo com o médico dermatologista Dr. Damiê De Villa, que integra a equipe técnica do Kurotel, o termo olheira reúne diferentes alterações, e identificar a causa é essencial para indicar o tratamento correto.

De forma geral, as olheiras podem ser classificadas em quatro tipos:

Olheiras pigmentares

São causadas pelo aumento da melanina na região abaixo dos olhos. Costumam apresentar tonalidade castanha ou amarronzada e podem ser influenciadas pela predisposição genética, pela exposição solar e pelo atrito frequente.

Olheiras vasculares

Acontecem quando os vasos sanguíneos ficam mais aparentes através da pele fina das pálpebras. Podem conferir à região uma tonalidade arroxeada, azulada ou avermelhada.

Olheiras estruturais

Estão relacionadas à anatomia da face. Sulcos profundos, perda de volume e sombras formadas pela estrutura facial podem criar a impressão de que a pele está mais escura, mesmo quando não existe aumento significativo de pigmentação.

Olheiras mistas

São as mais comuns e combinam dois ou mais fatores. Uma pessoa pode apresentar, por exemplo, pigmentação associada a vasos aparentes e perda de volume. Com o envelhecimento, a flacidez da pele e a redução da gordura facial também podem acentuar os sulcos e as sombras abaixo dos olhos.

Como o dermatologista identifica o tipo de olheira?

A identificação é feita principalmente por meio da avaliação clínica. O dermatologista observa a cor predominante, a presença de bolsas, sulcos e flacidez, além da qualidade da pele, da estrutura da face e do histórico familiar. A avaliação permite diferenciar as causas das olheiras e estabelecer uma estratégia de cuidado mais individualizada.

“Alguns testes simples ajudam bastante a identificar. Por exemplo, quando a pele é esticada e a cor permanece, geralmente há pigmentação; quando a tonalidade diminui, costuma haver maior participação da sombra ou dos vasos sanguíneos. A iluminação adequada e a análise de toda a estrutura facial também são fundamentais”, destaca o Dr. Damiê.

Aumentar as horas de sono pode contribuir para uma aparência mais descansada, mas…

De acordo com o médico dermatologista do Kurotel, a falta de sono pode piorar principalmente as olheiras vasculares, pois favorece a congestão dos vasos sanguíneos e a retenção de líquidos. No entanto, dormir pouco não é a única causa do problema.

“Dormir pouco realmente pode piorar as olheiras, principalmente as vasculares. Mas muitas pessoas que dormem bem continuam apresentando olheiras porque sua origem é genética ou estrutural”, esclarece De Villa.

Outros fatores que podem intensificar a aparência das olheiras incluem:

  • tabagismo;
  • exposição solar sem proteção;
  • alergias que levam a coçar os olhos;
  • estresse crônico;
  • desidratação;
  • consumo excessivo de álcool;
  • envelhecimento natural;
  • predisposição genética.

Por isso, aumentar as horas de sono pode contribuir para uma aparência mais descansada, mas nem sempre será suficiente para reduzir o escurecimento da região.

Estresse, alimentação e tabagismo também influenciam

O aspecto da pele ao redor dos olhos está relacionado à saúde e aos hábitos cotidianos como um todo. Dr. De Villa destaca que o tabagismo reduz a circulação sanguínea e aumenta a degradação do colágeno, acelerando sinais como rugas, flacidez e perda da qualidade da pele. O estresse prolongado, por sua vez, pode interferir na qualidade do sono, favorecer alterações hormonais e contribuir para processos inflamatórios.

“Já a alimentação exerce um papel indireto. Uma dieta rica em frutas, verduras, proteínas de boa qualidade e antioxidantes ajuda na saúde da pele como um todo, enquanto o excesso de ultraprocessados, álcool e sal pode favorecer retenção de líquidos e aspecto mais cansado”, pondera o dermatologista.

Ou seja, sono adequado, alimentação equilibrada, hidratação, proteção solar diária e abandono do cigarro fazem parte dos cuidados que ajudam a preservar a região dos olhos.

Eficiência dos cremes para olheiras

Dr. Damiê avalia que os resultados dos cremes e dermocosméticos dependem da causa da olheira. “Eles podem trazer melhora, principalmente quando há pigmentação leve, desidratação ou linhas finas. Entretanto, quando existe perda de volume, sulcos profundos ou excesso de pele, os cremes têm efeito limitado”, afirma.

Nas situações em que os cremes não atendem a necessidade, o dermatologista pode avaliar a indicação de procedimentos como preenchimento com ácido hialurônico, bioestimuladores, lasers, ultrassom microfocado, radiofrequência ou peelings. A escolha deve considerar as características da pele e da estrutura facial de cada pessoa.

Quanto tempo leva para melhorar as olheiras?

Conforme destaca o Dr. Damiê, com o uso contínuo de dermocosméticos, os primeiros resultados podem aparecer entre seis e doze semanas. Alguns procedimentos proporcionam uma mudança perceptível mais rapidamente, enquanto aqueles que estimulam a produção de colágeno apresentam evolução progressiva ao longo de dois a seis meses. No entanto, o tempo necessário para perceber resultados varia de acordo com o tipo de olheira e com o tratamento escolhido.

Como as olheiras mistas envolvem mais de uma causa, a associação entre cuidados diários, dermocosméticos e procedimentos pode ser necessária para alcançar um resultado mais completo.

Por que a região dos olhos envelhece mais rapidamente?

Com relação ao envelhecimento da pele na área dos olhos, o dermatologista do Kurotel destaca que a pele das pálpebras é uma das mais finas do corpo, pois possui menor quantidade de glândulas sebáceas e está em constante movimento devido às expressões faciais e ao piscar. Além disso, sofre perda gradual de colágeno, elastina e gordura ao longo dos anos. “Por isso, rugas, flacidez, sulcos e alterações de volume costumam surgir precocemente nesta região”, pontua De Villa.

Para aquelas pessoas que costumam esfregar os olhos com frequência ou, até mesmo, remover a maquiagem de forma inadequada, fica o alerta: a região pode ficar mais prejudicada. “O atrito repetitivo favorece a inflamação, aumenta a produção de melanina em pessoas predispostas e pode escurecer ainda mais a região. Além disso, contribui para irritação, ressecamento e envelhecimento precoce da pele. O ideal é remover a maquiagem com produtos adequados, fazendo movimentos suaves, sem esfregar excessivamente”, completa.

Os principais hábitos que aceleram o envelhecimento da pele:

  •  não usar protetor solar diariamente;
  • fumar;
  •  dormir mal de forma crônica;
  •  exposição excessiva ao sol;
  •  alimentação pobre em nutrientes;
  •  consumo excessivo de álcool;
  •  sedentarismo;
  • controlar mal doenças como diabetes;
  • estresse crônico;
  • negligenciar uma rotina básica de cuidados com a pele.

A soma desses fatores acelera a degradação do colágeno, favorecendo rugas, flacidez, manchas e perda da qualidade da pele.

Qual é o erro mais comum ao cuidar das olheiras?

Um dos principais erros é acreditar que existe um único produto ou tratamento capaz de resolver todos os tipos de olheiras.

Muitas pessoas escolhem produtos recomendados na internet sem conhecer a causa do próprio escurecimento. Como consequência, podem não observar os resultados esperados, especialmente quando a olheira é estrutural ou apresenta fatores combinados.

Outro cuidado frequentemente esquecido é a proteção solar. A radiação ultravioleta acelera o envelhecimento da pele e pode agravar a pigmentação. Protetor solar de uso diário, óculos com proteção UV e dermocosméticos adequados para a região ajudam a preservar a pele ao longo do tempo.

“Não existe um tratamento único que resolva todas as olheiras. Por isso, é fundamental consultar um médico dermatologista antes de iniciar o tratamento”, orienta o Dr. Damiê.

Em alguns casos, cuidar apenas da área escurecida não é suficiente. Flacidez, perda de volume da face e alterações das pálpebras também podem influenciar a aparência. A análise do rosto como um conjunto permite buscar um resultado mais natural e descansado.

Como cuidar da área dos olhos diariamente?

Uma rotina adequada deve considerar a delicadeza da pele e evitar movimentos agressivos. Entre os principais cuidados estão a hidratação, a proteção solar, a remoção suave da maquiagem e a adoção de hábitos que favoreçam a saúde da pele.

O Fluido para Área dos Olhos da Kur My Home Spa pode integrar essa rotina. Sua formulação proporciona alta hidratação com efeito tensor, auxiliando na prevenção de rugas e dos sinais do envelhecimento. O produto contribui para uma pele mais iluminada e radiante, é indicado para todos os tipos de pele e oftalmologicamente testado.

Embora os cuidados diários sejam importantes, a escolha do produto e do tratamento deve sempre considerar o tipo de olheira, as características da pele e as necessidades individuais. Compre aqui.